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E.E. Profª Neusa Cestari Fabri

O 2º Grupo Escolar de Pederneiras, de 1955, foi a primeira escola construída acima da linha férrea. Desde 1980 leva o nome da professora morta num acidente de ônibus em 1978.

Foto do acervo — a resgatarAs imagens deste verbete ainda estão no servidor do site antigo, aguardando resgate.

A Escola Estadual Neusa Cestari Fabri começou a funcionar em 24 de julho de 1955, no prédio do cruzamento das ruas Belmiro Pereira e Coronel Coimbra. Chamava-se então Segundo Grupo Escolar de Pederneiras — o primeiro era o Eliazar Braga.

Na primeira gestão do prefeito Michel Neme (1956–1959), o governador Jânio Quadros autorizou a construção do prédio atual, inaugurado em 10 de agosto de 1958 na Avenida Nossa Senhora Aparecida. Na época havia pouquíssimas casas perto da Igreja Nossa Senhora Aparecida. Foi a primeira escola construída acima da linha férrea, numa região onde hoje vivem cerca de 17 mil pessoas.

Em 13 de janeiro de 1976 passou a se chamar Escola Estadual de 1º Grau de Pederneiras; em 1º de abril de 1980, E.E.P.G. Professora Neusa Cestari Fabri; e desde 1999, Escola Estadual Profª Neusa Cestari Fabri.

A professora Neusa

Neusa Cestari Fabri nasceu em Pederneiras em 29 de agosto de 1930. Em 16 de dezembro de 1948 formou-se professora primária pela Escola Normal Livre São José, em Jaú, e em 22 de dezembro de 1973 graduou-se em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Jaú. Foi professora titular por 28 anos e, a partir de 7 de outubro de 1977, diretora substituta da Escola Estadual de 1º Grau de Pederneiras. Era casada com o dentista Paulo Fabri, irmão da professora Alva Fabri Miranda. Na juventude, atuou no teatro do Grêmio Literário Anchieta — veja Teatro.

Em 22 de novembro de 1978, numa excursão às cidades históricas de Minas Gerais em que acompanhava uma das filhas, o ônibus derrapou na pista perto de São Sebastião do Paraíso (MG). A professora Neusa foi a única vítima fatal. A professora Leontina Burgo Chacon também estava no ônibus e ficou ferida.

O prefeito Waldomiro Fernandes Mateus decretou luto municipal de três dias (Decreto 753/78) e um dia de feriado escolar (Decreto 754/78). A partir de 1º de abril de 1980, a escola passou a levar o seu nome.

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