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Salvador Fiorenzi

Queria ser piloto de avião e voltou de São Paulo técnico em elétrica. Gerenciou fazendas e quatro cerâmicas da região ao longo de mais de quarenta anos.

Foto do acervo — a resgatarAs imagens deste verbete ainda estão no servidor do site antigo, aguardando resgate.

Salvador Fiorenzi, nascido em 29/08/1937 em Pederneiras, filho de Amadeu Fiorenzi e Rosina Volpe Fiorenzi, quando criança ajudava seu pai a tirar leite e entregá-lo nas casas dos familiares do Sr. Michel Neme, que na época era proprietário da fazenda. Assim, ainda criança, criou um vínculo com o Sr. Michel.

Seu sonho era ser piloto de avião, então foi para São Paulo atrás do seu sonho. Infelizmente não o realizou, mas voltou técnico em elétrica, e consertava rádios e aparelhos de televisão. Isso fez com que conhecesse muitas pessoas ao retornar para a cidade, pois fazia esses consertos nos finais de semana — era um hobby para ele.

Ainda moço, casou-se com Maria Dorigon, e teve três filhos: Silvana, Edivaldo e Everaldo Fiorenzi. Trabalhou por anos na fazenda do Michel Neme e, quando a fazenda foi vendida para o Sr. Julio Lorenzeti, o mesmo o convidou para gerenciá-la, ficando no cargo até 1977. Após, ele também gerenciou a Cerâmica Copede por cinco anos. Saindo da Copede, comprou a venda na avenida Nossa Senhora Aparecida, onde trabalhou com sua esposa e filhos. Depois montou a cerâmica para o Michel Neme na Figueira, onde voltou a ser gerente, e nesse tempo também abriu a quitanda e o açougue de frango. Em 1986 montou a cerâmica para o Claudio Lopes, em Santelmo, onde gerenciou até 1997, e depois gerenciou a cerâmica da família Matano. Após quatro anos, se aposentou definitivamente das cerâmicas.

Também tinha como hobby uma horta, onde plantava frutas, grãos, legumes e verduras.

Gostava de contar suas longas histórias aos netos, que até hoje ninguém sabe se eram uma invenção ou uma história verdadeira.

Era uma pessoa curiosa, e conhecia todos: sempre sabia quem era a pessoa, onde morava, de quem era a casa, o que tinha no lugar antes da casa estar ali, conhecia as famílias.

Pai e esposo exemplar, sempre amoroso, trabalhador e muito inteligente. Sempre gostou da união da família, com seus valores antiquados e rígidos, e assim permaneceu até sua morte, em 06/07/2014, deixando sua esposa, três filhos, sete netos e uma bisneta.

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