Pessoas
João Faustino Amorin
Um de 21 irmãos, cortou cana para a Zillo Lorenzetti e virou tratorista. Conhecido como Pastor João, dá nome à Praça Bosque dos Ipês.
Dá nome aPraça Bosque dos Ipês
Nascido em 28 de outubro de 1956, na humilde cidade de Avença, próximo a Marília, São Paulo, João, filho de Egídio Benedito de Amorin e Laide Faustino de Amorin, cresceu em uma família numerosa e unida de 21 irmãos. Seu pai, um vendedor ambulante e trabalhador rural, e sua mãe, uma dedicada dona de casa que vendia enxovais de porta em porta, ensinaram para João valores de trabalho árduo e simplicidade.
Aos 19 anos, João e sua família se mudaram para o Paraná, onde, aos 20 anos, ele tirou sua primeira carteira de trabalho. Foi lá que conheceu sua futura esposa, Maria, e juntos começaram uma vida modesta, mas cheia de esperança. Com apenas uma calça, uma camisa e um par de chinelos, João casou-se e, com o salário combinado do casal, começaram a construir um lar, adquirindo móveis e utensílios essenciais.
Em busca de melhores oportunidades, a família se mudou para Pederneiras, São Paulo, onde João começou a trabalhar no corte de cana para a empresa Zillo Lorenzetti. Com o tempo, ele se tornou tratorista e, em 1991, a família se estabeleceu definitivamente na cidade, no bairro Antônio Facciolo. João e Maria tiveram cinco filhos, dos quais quatro estão vivos hoje: Reinaldo Amorin, Aguinaldo Amorin, Elaine Aparecida Amorin e Edilaine Maria Amorin de Oliveira.
A vida de João foi marcada por desafios, como a demissão da empresa, que o forçou a buscar novos meios de sustento. Ele nunca hesitou em realizar qualquer trabalho honesto para apoiar sua família, desde capinar quintais até lavar caixas d’água. Sua esposa, Maria, retomou o trabalho como diarista, e seus filhos encontraram emprego no antigo Cepan, enquanto Elaine trabalhava como babá.
João, um homem de fé inabalável, converteu-se ao Evangelho de Cristo em 2001, deixando para trás antigos hábitos e dedicando-se inteiramente à sua nova vida espiritual. Ele se tornou um pilar em sua igreja, participando ativamente dos cultos, visitando lares e incentivando o retorno dos que haviam se afastado. Seu amor pelo ministério infantil refletia sua crença no futuro da igreja e do mundo.
Conhecido por sua generosidade e hospitalidade, João sempre acolheu em sua casa aqueles que vinham de longe para congregar, garantindo que ninguém saísse de sua casa com fome ou mãos vazias. Ele era um pai exemplar, um marido amoroso e um homem que colocava a família e Deus acima de tudo.
João partiu em 27 de setembro de 2020, mas seu espírito de amor, caridade e dedicação continua vivo. Deixou não apenas filhos — Reinaldo, Aguinaldo, Elaine e Edilaine — mas também uma linhagem de netos: Kaina, Késia, Kayeni, Kainan, Kauã, João Pedro, Kayla, Emanuela, Henry, Samuel, e os bisnetos Emanuelly e João Miguel. Conhecido afetuosamente como Pastor João, ele possuía um dom singular de amor e caridade, conquistando respeito e admiração de todos que tiveram o privilégio de cruzar seu caminho. Sua existência foi marcada por uma trajetória de superação, fé robusta e um amor inabalável. A lembrança de sua presença será eternamente uma luz a guiar nossos corações.
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