Pessoas
Waldomiro Retti
Ferroviário da Cia. Paulista e sindicalista, ajudou a conquistar a área da Colônia de Férias dos trabalhadores na Praia Grande e virou referência no combate a pragas urbanas.
Waldomiro Retti nasceu aos 2 de janeiro de 1922 no Distrito de Barra da Estrela, à margem direita do Rio Tietê, município de Jaú.
É o primeiro dos seis filhos de Ângelo Retti Sobrinho e Ricarda Martinez Retti, ambos descendentes de imigrantes. O pai, de origem austríaca, e a mãe, de espanhóis, chegaram ao país por volta de 1880 e se estabeleceram naquele município, desmatando e plantando cafezais às margens do Rio Tietê.
Em 1942, aos vinte anos, Waldomiro mudou-se para o município de Pederneiras, empregando-se na antiga Cia. Paulista de Estrada de Ferro. Casou-se com Lurdes Franco Retti (in memoriam), tendo dois filhos.
Na Estrada de Ferro, passou por vários setores da companhia, praticando inclusive o telégrafo. Trabalhou desde a Estação de Itirapina, primeira da 4ª divisão do Estado, até a última do percurso, Panorama, às margens do Rio Paraná, como conferente de cargas, onde veio a aposentar-se em 1976.
De 1960 a 1965, foi requisitado pela Justiça Eleitoral para prestar serviços àquele órgão. Nesta época faziam parte deste município de Pederneiras os municípios de Macatuba, Iacanga e Arealva.
O Sindicato e a Colônia de Férias
De 1965 a 1970, fez parte da Diretoria do Sindicato da Cia. Paulista, com sede em Campinas, SP. Neste período ajudou nas reivindicações para receber do Governo do Estado uma área para futura construção do prédio para a Colônia de Férias dos Trabalhadores da companhia, na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo. Tal área foi recebida do Governador do Estado da época, Carvalho Pinto, que havia iniciado as negociações no governo anterior do Sr. Jânio Quadros.
Para ajudar a concretizar esta doação, o então Prefeito Municipal de Pederneiras da época, Sr. Michel Neme, amigo e correligionário do Sr. Jânio Quadros, participou desta reunião, que se deu na vizinha cidade de Botucatu.
Com a concretização deste recebimento, abriram-se precedentes para outros sindicatos, como Metalúrgicos, Bancários, Aeroviários, Eletricitários e todos os que reivindicaram áreas afins.
Com o início da construção do prédio para a Colônia de Férias, deparou-se neste local com matagal e centenas de formigueiros, principalmente saúvas, devido à grande umidade da área e ao abandono. Iniciou-se então o extermínio de tal praga para o início das fundações. Nesta época, o biólogo paulista Mário Autuori, estudioso e pesquisador de formigas saúvas, soube do feito e orientou Waldomiro em como acabar definitivamente com tal infestação.
Iniciava-se aqui o trabalho a ser desenvolvido.
O trabalho com o meio ambiente
De 1976 a 1983, dedicou-se ao meio ambiente em uma chácara com citrus no bairro de Itatinguí, no nosso município.
Nesta época já cuidava voluntariamente, na cidade de Pederneiras, do extermínio de várias espécies de formigas nocivas às árvores, infectadas também por cupins e outros tipos de insetos. Replantou inúmeras mudas de árvores frutíferas e ornamentais em substituição às mortas e reflorestou ruas e avenidas. Em conjunto, cuidava de várias entidades sociais e da Santa Casa de Pederneiras nesta área.
Em 1990 foi trabalhar na Associação Hospitalar de Bauru, que inclui os hospitais Base, Manoel de Abreu e Maternidade Santa Isabel, no extermínio destes insetos que serviam de transportadores das infecções hospitalares — problemas largamente divulgados pela mídia dos anos 90.
Prestou serviços também para a Secretaria de Educação de Bauru na erradicação de formigueiros e cupinzeiros existentes nas escolas daquele município, bem como nas praças com árvores e arbustos existentes naquela cidade.
Este tipo de trabalho também foi desenvolvido no município de Pederneiras até 2004, através da Prefeitura Municipal. Neste período dedicou-se a fazer palestras ilustrativas e práticas aos estudantes de 1º e 2º graus, quando solicitado, sobre ecologia, extermínio de cupinzeiros e formigueiros, poda e corte de árvores — que só se faz quando estes prejudicam o homem, pois eles fazem parte do equilíbrio da natureza —, assim como os cuidados com as árvores e todo seu ambiente natural existente.
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