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Progresso e Instituições

Progressos de Pederneiras — 1932

Artigo do jornal "A Comarca" de 15 de maio de 1932, celebrando o calçamento e os palacetes que mudaram a fisionomia de uma cidade que, pouco antes, era "toda lama e pó".

Foto do acervo — a resgatarAs imagens deste verbete ainda estão no servidor do site antigo, aguardando resgate.

Artigo do jornal “A Comarca” nº 212, de 15 de maio de 1932, dirigido por Antonio Moreno, destacando o desenvolvimento que a cidade vinha alcançando na época. Texto com atualização ortográfica.

Antes de ser instalada a nossa comarca, a cidade era toda lama e pó. Este quando vinha a seca e aquela quando chovia.

Nenhuma rua calçada, com os passeios disformes, o transeunte sofria horrivelmente dentro de nossa cidade. A estrutura da cidade era horrenda, pelo seu casario velho, sem estética e suja. Parecia Pederneiras, naquele tempo, uma dessas cidades plantadas no seio do interior brasileiro pelos nossos antepassados.

E por que motivo jazia assim a nossa cidade, sendo sede de um riquíssimo município? Seria o pouco caso dos poderes públicos ou a inércia de seus moradores? Aqui não se cogita respondê-lo.

O calçamento

Logo que se instalou a comarca, um sopro de vida nova começou a despertar e a agitar as tendências progressistas do povo, que se achavam adormecidas.

Foi assim que o operoso prefeito de então, Dr. Fausto Furlani, colocou em concorrência o calçamento da cidade, tendo a Câmara adotado a proposta de um dos concorrentes, que logo firmou seu contrato com o prefeito. Não demorou muito a execução do calçamento, que marcou o início de uma nova era para o progresso de Pederneiras.

Embora não continuasse no cargo, o Dr. Fausto foi substituído pelo Sr. Serafim Ferreira dos Santos, que, compreendendo o alcance daquela bela iniciativa, continuou-a com dedicação e coragem. Assim, com o seu tino de administrador, conseguiu calçar o centro da cidade. Foi uma obra gigantesca, essa que muito honra os dois prefeitos: Fausto e Serafim.

Os palacetes

Mas não era só no calçamento que residia o progresso da cidade. Tornava-se necessária a modificação da sua fisionomia arquitetônica. Antes, diziam, o pó e a lama impediam construções modernas; mas, vindo o calçamento, não havia mais motivo para desculpa.

E assim veio logo um belo prédio do Dr. Assis (Francisco de Assis Nepomuceno). Foi uma amostra, foi um incentivo. E o Domingos Ghiraldelli construiu em seguida a sua vistosa casa, que passou ao domínio e residência do Sr. Orsi. Pequenos bangalôs foram surgindo, semeados por todos os cantos da cidade.

O Chafik adquiriu com seus irmãos um terreno no largo da matriz e nele fez edificar um magnífico e elegante palacete. Veio outra construção, na Avenida Tiradentes: era o Dr. Castro Carvalho, que mandara o construtor Bigeli edificar sua vivenda. Em seguida o Chico Afonso constrói o seu majestoso palacete, que empolga a todos que passam pela Rua João Pessoa (hoje Rua Nove de Julho).

O Fórum

Não somente quis o governo benemérito do Dr. Julio Prestes dar-nos a Justiça pronta e imediata com a criação da comarca, como mandou construir o templo em que ela devia imperar soberanamente com todo o esplendor de sua magnificência. Foi o belo edifício do Fórum, que fez erguer e que agora já se acha completamente acabado. É ele um edifício lindo e de rica construção.

Pessoas citadas neste verbete

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