Progresso e Instituições
A Cerâmica e a Estação
Às margens do Rio Tietê e ao lado da estação ferroviária, quatro cerâmicas se sucederam por quase um século — fornecendo as telhas e os tijolos que ergueram Pederneiras e chegaram a cruzar a fronteira da Bolívia.
Cerâmica Borseto
No início do século XX Alberto Borseto construiu sua cerâmica às margens do Rio Tietê com mais de 80 operários, fornecendo telhas e tijolos para a Companhia Paulista de Estradas de Ferro para as construções de suas estações.
Cerâmica Razuk
Para facilitar o embarque, Alberto Borseto construiu uma cerâmica anexa à Estação de Pederneiras que em 1927 foi adquirida por José Razuk & Irmão, época em que chegou a exportar seus produtos para a Bolívia.
Cerâmica Sapucaí
Por um pequeno período chamou-se “Sapucaí” e seus proprietários foram Carlos Mendes e Sebastião Mendes Neto.
Cerâmica Massad
Em 1959 foi adquirida por João Massad, instalando 23 fornos na fabricação de telhas, tijolos e lajotas, chegando a produzir um milhão de peças por mês. Em 1983, sob a gerência de Salah Edin S. Aly, trabalhavam 60 operários.
Além da cerâmica, João Massad instalou a firma “Rumatra” durante sete anos com reformas e manutenção de tratores de esteira. Foi presidente do Rotary Club de Pederneiras no biênio 1963/1964.
João Massad, nascido em 20 de julho de 1920, casou-se com Alexandra Zacca e tiveram três filhos: Chedade João Massad (Charles), Richard Massad e Olívia Massad. Faleceu em 5 de maio de 1989.
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