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Wilson Ruiz Fernandes

Professor por 33 anos, desenhista e projetista, criou a Feira de Ciências de Pederneiras e o sistema de numeração predial da cidade — o único do Brasil.

Dá nome aGaleria de exposições do Centro Cultural

O marco zero do sistema de numeração predial criado por Wilson Ruiz Fernandes, com o nome dele gravado como autor do projeto.
O marco zero do sistema de numeração predial criado por Wilson Ruiz Fernandes, com o nome dele gravado como autor do projeto.

Wilson Ruiz Fernandes nasceu em Pederneiras em 3 de dezembro de 1923, filho de Eduardo Ruiz Romero e Anna Fernandes y Fernandes. Aos quatorze anos começou a trabalhar como contínuo na casa bancária Antonio Ruiz & Filhos e, à noite, estudava na Escola de Comércio do professor Felipe Lebeis de Aguiar. Depois passou ao Ginásio Dom Luiz — o primeiro nome da Escola Anchieta —, onde fazia teatro amador e imitava o Mazzaropi.

Começou o colegial no Colégio Mackenzie, em São Paulo, e passou depois para a Escola Técnica São Francisco de Bórgia, onde se formou desenhista em arquitetura. Obteve o registro de construtor licenciado e trabalhou como desenhista na Companhia Litográfica Ipiranga. Jogou pelo Cruzeiro Cestobol Clube nos Jogos Abertos do Interior em Marília e Sorocaba.

Professor

Em 1949 começou a lecionar Desenho e Trabalhos Manuais e, em 1951, prestou concurso de ingresso no magistério. Começou no Ginásio Estadual de Pereira Barreto, foi transferido para Bariri e finalmente para Pederneiras, onde chegou a dar 44 aulas por semana, de manhã, à tarde e à noite — por 33 anos, de 1949 a 1982. Lecionou também na EEPG Neusa Cestari Fabri, na EEPG Maria José Cestari De Conti, em Vanglória, e na EEPG Laudelino de Abreu, em Jaú.

Entre 1965 e 1970 dirigiu a Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau “Anchieta”, onde criou a FECIPE — Feira de Ciências de Pederneiras, realizada na Semana da Pátria, e promovia excursões dos alunos da 4ª série ao Rio de Janeiro.

Por muitos anos coordenou os enfeites de rua das procissões de Corpus Christi. Participou do Cursilho de Cristandade em 1970 e coordenou por 15 anos a Campanha do Dízimo da Paróquia de São Sebastião.

Projetos

De 1949 a 2001 fez 45 projetos arquitetônicos: residências, prédios comerciais, igreja, reformas, o Lar São Vicente de Paulo e as fachadas do Cruzeiro Cestobol Clube. No Estádio Antonio Ruiz Romero projetou arquibancadas, vestiários e alambrados. No Clube Alvorada mudou a planta original, melhorou acessos e projetou vestiários, secretaria, estacionamento, quadras e restaurante; criou o logotipo e a bandeira do clube e fazia convites e decorações dos bailes de carnaval, caipira, debutantes e aniversário. Projetou ainda o Shopping Center Sem Limites, em Bauru, que não chegou a ser construído por falta de apoio dos lojistas, e pintou no bar e restaurante O Aquário um painel de cinco metros com o fundo do mar e um chafariz.

A numeração predial

Em 1981, na gestão do prefeito Waldomiro Fernandes Mateus, criou e patenteou o sistema de numeração predial da cidade, que tem como base a esquina da Avenida Tiradentes com a Rua Belmiro Pereira e divide Pederneiras nas zonas norte, sul, leste e oeste.

Família e homenagens

Em 1987 formou o grupo Missão Cumprida, de 25 casais, que viajou pelo Brasil, duas vezes pela Europa, pela América do Sul e num cruzeiro ao Caribe e Aruba. Recebeu dezenas de homenagens — cartões de prata de honra ao mérito pelos serviços à igreja, à educação, à cidade, ao esporte e ao Clube Alvorada — e, em 2001, o título de Cidadão Benemérito da Câmara Municipal.

Casou em 23 de dezembro de 1951 com Odette Canela e teve as filhas Cecília Odete e Carla Inês. Faleceu em 12 de junho de 2008. Com a reforma da antiga estação da Companhia Paulista, transformada em Centro Cultural, a galeria de exposições do salão de entrada recebeu o nome de Prof. Wilson Ruiz Fernandes.

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