Pular para o conteúdo
Acessibilidade

Lugares

Os distritos

Guaianás, Santelmo e Vanglória: como três povoados viraram distritos de paz — e por que Santa Isabel teve de mudar de nome.

Foto do acervo — a resgatarAs imagens deste verbete ainda estão no servidor do site antigo, aguardando resgate.

Guaianás

Guaianás foi elevada à categoria de Distrito de Paz pelo decreto nº 6.716, de 1º de outubro de 1934, graças aos esforços do deputado Thiago Mazagão, da Assembleia Legislativa de São Paulo, pertencente ao Partido Constitucionalista, sendo governador o Dr. Armando de Sales Oliveira. Anteriormente, vários políticos já haviam tentado o mesmo propósito sem êxito.

O povoado já tinha, na ocasião, plenas condições para merecer tal elevação. Havia indústrias cerâmicas, como a de Bruno Marafioti, desde 1909; grupo escolar; farmácia; comércio de tecidos e de secos e molhados dos imigrantes árabes Carlos Razuk e Said Curi; além de imigrantes portugueses e espanhóis que atuavam na lavoura de café, arroz, feijão, milho, frutas, verduras e na criação de gado. Distinguia-se a Cia. Madeireiros Guaianás S/A, de Antonio Ruiz Romero, bem como a estrada de ferro, com sua magnífica estação.

Entre os moradores que trabalharam pelo empreendimento destacam-se Egidio Marafioti, posteriormente nomeado subprefeito; Eurico Zaninoto, juiz de paz; José Francisco da Silva; José Torres; Maximiliano dos Santos; Francisco Garcia e Garcia, subdelegado; João Toledo Martins; Maria Cardoso Martins, agente do correio; e Alberto Martini.

Santelmo

A elevação de Água Limpa a Distrito de Paz veio pelo decreto-lei nº 9.775, de 30 de novembro de 1938, sancionado pelo interventor federal em São Paulo, Dr. Adhemar de Barros. O Cartório de Paz teve como primeiro escrivão Jorge Busch, e o Juizado de Paz foi exercido pelo farmacêutico José Miranda.

Pelo decreto-lei estadual nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, passou a denominar-se Santelmo, sendo interventor federal Fernando de Sousa Costa.

Entre os moradores que se empenharam pela criação do distrito estão o Cap. José de Brito Martins, Vitoriano Garcia, Cesário Rached, Lázaro Mendonça, Jorge Busch e Gabriel Al-Haj.

Vanglória

A povoação de Santa Isabel surgiu em 1917. Sua primeira capela foi construída em terreno doado por Teófilo Fernandes da Silva, que, participando de comissão com Antonio Gomes Coimbra, João de Oliveira Souza, Laurindo de Oliveira Barreto, Julio Jorge de Morais, José dos Santos, Amadeu Furlani, Pascoal Pompício e Antonio Cândido Fonseca, conseguiu junto à Mitra Diocesana o reconhecimento da povoação e da santa padroeira.

Com o reconhecimento, foram surgindo ruas e praças, e a população cresceu em volta da capela já construída.

Em 27 de janeiro de 1940, após incansáveis lutas de seus moradores — entre eles Manoel Moreno, Antonio Lourenço de Moura, Basílio Artur Mineto e Antonio Nunes Medeiros —, conseguiu-se a criação do distrito. Após plebiscito entre a população, e pela Lei Estadual nº 233 de 24 de dezembro de 1948, recebeu a denominação de Vanglória. A troca de nome se deu porque já existia no estado de São Paulo uma cidade chamada Santa Isabel.

A promoção a distrito, com direito a Cartório de Paz, teve a colaboração do deputado estadual Dr. Euclides de Castro Carvalho, médico que residiu em Pederneiras e atuou em diversas áreas da sociedade por quase vinte anos.

Um dos primeiros imigrantes a se estabelecer em Vanglória foi Vitório Minetto, natural de Veneza, Itália, que ali chegou em 1917.

Pessoas citadas neste verbete

Você tem fotos ou lembranças sobre isto?

O acervo volta a receber fotografias, documentos e histórias de família em 2027, conforme os critérios da equipe do Acervo Histórico.

Como vai funcionar