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Escola Paroquial Coração de Jesus

Fundada em 1930 pelas Irmãs Passionistas no prédio da União dos Moços Católicos, formou gerações até encerrar as atividades em 1989, contrariando a vontade da cidade.

O prédio da Escola Paroquial Coração de Jesus, com o nome na fachada.
O prédio da Escola Paroquial Coração de Jesus, com o nome na fachada.

Em outubro de 1930, um grupo de pessoas, com apoio do Pe. Ernesto Cangueiro, então pároco da Matriz de São Sebastião, conseguiu da Congregação das Irmãs Passionistas, em São Paulo, o compromisso de assumirem a direção de uma escola em Pederneiras. O acordo tinha uma condição: que fosse adaptado o prédio da “União dos Moços Católicos”, que pertencia à Paróquia e ficava na rua Belmiro Pereira, esquina com a rua Santos Dumont.

A fundação

A escola foi fundada em 21 de novembro de 1930, sob a supervisão da Madre Provincial Irmã Anunciata Inanzi. Assumiram a direção a Superiora Irmã Antonieta Farani e as Irmãs Joana Costa e Tereza de Paula. As aulas começaram em 15 de janeiro de 1931.

O prédio, doado e ampliado

Em 1936 uma comissão pediu ao bispo diocesano de Botucatu, Dom Luiz Maria de Sant’ana, a doação do prédio onde a escola havia sido instalada para a Congregação. Dom Luiz compreendeu os objetivos da comissão e fez a doação. Em 1938 foi preciso organizar nova comissão para angariar donativos e reformar o edifício.

Com o aumento do número de alunos, em 3 de janeiro de 1958 o Monsenhor José Montezuma doou, de recursos particulares, o dinheiro para adquirir o prédio anexo à escola — imóvel que pertencia ao espólio do Dr. Décio Pereira. Com a venda, passou à Associação Protetora da Infância de São Paulo, à qual era vinculada a Congregação.

Na década de 1960 o antigo prédio deu lugar ao edifício concluído em junho de 1968.

Instituto Coração de Jesus

Em 1967 a escola passou a se chamar Instituto Coração de Jesus, oferecendo pré-escola e primário, datilografia e cursos livres de corte e costura, bordado e música.

Pela colaboração na educação e na assistência aos cidadãos de Pederneiras, o prefeito Michel Neme publicou a Lei 832, de 14 de maio de 1968, declarando o Instituto entidade de utilidade pública.

As atividades foram encerradas em 1989, contrariando a vontade da população pederneirense. Mantiveram-se apenas os cursos de datilografia e música, ministrados pela Irmã Afonsina Costa.

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