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Ginásio Dom Luiz

O primeiro ginásio de Pederneiras abriu em 1939 no prédio da União Católica. Fechado por ordem federal em 1941, reabriu depois que uma caravana da cidade foi ao interventor em São Paulo.

Foto do acervo — a resgatarAs imagens deste verbete ainda estão no servidor do site antigo, aguardando resgate.

Em 1938, o prefeito Antonio Soares Filho e Osny Fleury Silveira foram a Agudos pedir ao diretor do ginásio de lá, o padre João Batista de Aquino, ajuda para criar um ginásio em Pederneiras. Incentivado pelo bispo de Botucatu, Dom Luiz Maria de Sant’ana, o padre Aquino voltou em agosto daquele ano com uma proposta, apoiada pelo recém-empossado prefeito Mario de Barros Camargo.

A campanha pró-ginásio ganhou força a partir de 15 de novembro de 1938, com uma grande concentração popular na praça da Matriz. Estavam lá o juiz José Teixeira Pombo, autoridades, representantes das colônias sírio-libanesa, espanhola, italiana e portuguesa, além de empresários e fazendeiros, que começaram a arrecadar fundos para manter a escola. O plano era instalar o ginásio no prédio da União Católica, da paróquia de São Sebastião, na Travessa Anchieta. A escola recebeu o nome de Ginásio Dom Luiz, em homenagem ao bispo.

Depois da inspeção federal, o ginásio foi reconhecido em fevereiro de 1939, e as aulas começaram em março de 1939, com mais de sessenta alunos.

A caravana a São Paulo

Em julho de 1941, a inspeção preliminar foi cassada e o fechamento do ginásio, ordenado. Numa reunião presidida pelo prefeito Joaquim Cortegoso, com o padre José Montezuma, o delegado Antonio Lotito Sálvia, o inspetor Antonio De Conti, Raul David Pimentel, Osny Fleury Silveira, Fioravante Fabri e Antonio Barbosa Sansão, decidiu-se formar uma caravana de autoridades, professores e alunos para pedir ao interventor Fernando Costa a reabertura.

A enorme comitiva de Pederneiras causou admiração ao chegar ao Palácio dos Campos Elíseos, e o próprio interventor a recebeu. Na audiência, Osny Fleury Silveira disse:

“Não viemos pedir dinheiro, não viemos pedir favores. Viemos pedir a vossa excelência a sua intervenção amiga junto ao ministro da educação para que seja reaberto o ginásio de Pederneiras.”

Os representantes foram levados à sala de audiências, de onde Fernando Costa falou com o ministro da Educação, Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, então capital da República. O ministro autorizou a reabertura do Ginásio Dom Luiz.

Para manter a escola, Osny Fleury Silveira fundou a Sociedade Amigos da Cidade, da qual foi diretor, com Sahid Miguel Maluf como secretário e Mario Garrone como tesoureiro. A história continua em Ginásio Anchieta e Escola Técnica de Comércio Anchieta.

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