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Ginásio Anchieta e Escola Técnica de Comércio Anchieta

Sucessores do Ginásio Dom Luiz, o Anchieta e a ETCA formaram ginasianos, normalistas e contadores de 1942 a 1999, sobreviveram a um incêndio e criaram a Feira de Ciências da cidade.

O incêndio de dezembro de 1958, que destruiu o prédio da escola.
O incêndio de dezembro de 1958, que destruiu o prédio da escola.

Ginásio Anchieta

Depois de adquirir todo o acervo do Ginásio Dom Luiz, a Sociedade Amigos da Cidade começou as atividades do Ginásio Anchieta em março de 1942, junto com a Academia de Comércio. Os primeiros professores foram Antonio Serralvo Sobrinho, Antonio Larizati, Theodulo de Oliveira Lara, Jean Toussaint, Nagiba Maria Rizek Maluf, Fádua Razuk, Luzia Afonso Dias de Marco e Santo Nercílio S. Dória.

Em 1943, sob ameaça de fechamento, assumiram a direção o professor Antonio Larizati e Francisco Ruiz Fernandes, que mantiveram o ginásio funcionando mesmo com dificuldades financeiras. Em 1944 formou-se a primeira turma de ginasianos.

A Sociedade Amigos da Cidade seguia com dificuldades até que, em 1950, uma comissão foi a São Paulo, com apoio do prefeito Antonio De Conti, pedir a instalação do Ginásio Estadual. Por ato do governador Adhemar de Barros, o Ginásio Estadual de Pederneiras foi instalado em 22 de agosto de 1950, dirigido pela professora Anna Fernandes Ruiz. Em 1952 voltou a se chamar Ginásio Anchieta.

Em dezembro de 1958, um incêndio destruiu o prédio. O prefeito Michel Neme conseguiu do governador Jânio Quadros a construção de um prédio novo, num terreno da Vila Ruiz doado pela Companhia Mercantil e Comissária de São Paulo, de Francisco Ruiz & Irmãos, que tinha loteado a área. O projeto foi do engenheiro Wilfred Neme e do construtor Jacinto Ghiraldeli, e o prédio, pronto em tempo recorde, foi inaugurado em 24 de dezembro de 1959.

Em 1963 começou o curso Normal (magistério), e a escola passou a se chamar Colégio e Escola Normal Estadual Anchieta. Em 1965 assumiu a direção o professor Wilson Ruiz Fernandes, que criou a Feira de Ciências de Pederneiras (FECIPE). Em abril de 1969, na direção da professora Maria da Glória Minguili, foram criados o Conselho de Alunos, o Centro Cívico, o Núcleo de Pais e o Encontro de Pais/Alunos/Professores/Escola (PAPE). O nome atual é Escola Estadual Anchieta.

Escola Técnica de Comércio Anchieta

Na reabertura de 1942 foi instalada também a Academia de Comércio Anchieta, mantida pela Sociedade Amigos da Cidade, com o curso Comercial Básico, de quatro anos. A primeira turma de auxiliares de escritório formou-se em 1945, e em 1947 Francisco Ruiz Fernandes implantou, com dificuldade, o curso técnico de contabilidade. A escola passou a se chamar Escola Técnica de Comércio Anchieta (ETCA).

Em 1950 a ETCA separou-se do ginásio. Em 1954 assumiram a direção Jaime Cestari e o professor Afonso Miranda Catharino, e em 1957 o professor Sinésio Ghiraldeli. Com o incêndio de 1958, a escola passou a funcionar no prédio do Grupo Escolar Eliazar Braga. A reconstrução teve a colaboração dos governos estadual e municipal, e toda a população — principalmente o diretor Sinésio — trabalhou duro pelo retorno ao prédio próprio, que aconteceu em 1966. Nesse ano foi formada a banda marcial da escola, orientada pelo maestro Aparecido Mateus. Veja Música.

Em 1973 assumiu a direção Maria Lassalet Maran, que reformulou o currículo de acordo com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Em 1999 formou-se a última turma de contadores. Em 2005 a escola passou a se chamar Colégio Dom Luiz, retomando o nome do antigo benemérito, à espera da aprovação de novos cursos profissionalizantes que permitiriam reabri-la — o que nunca aconteceu.

O prédio da antiga ETCA é o mesmo da União Católica; veja Ginásio Anchieta e Padre Ernesto Cangueiro.

Fotos

O prédio da Escola Técnica de Comércio Anchieta, com o nome pintado na fachada.
O prédio da Escola Técnica de Comércio Anchieta, com o nome pintado na fachada.
O prédio da escola em fotografia antiga.
O prédio da escola em fotografia antiga.
O prédio hoje.
O prédio hoje.

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