Lugares
Igreja Matriz de São Sebastião
Da capela erguida onde hoje é a Travessa Anchieta ao templo concluído em 1963, com os vitrais que contam a vida do padroeiro — e a lista de todos os padres desde 1892.
A Paróquia
Em 14 de junho de 1887, Aureliano Gonçalves da Cunha e sua mulher doaram um alqueire de terra para a construção da igreja, marcando na escritura o prazo de seis anos para a realização da obra, sob pena de a gleba reverter ao patrimônio dos doadores.
Com a mesma cláusula, doaram terrenos às autoridades eclesiásticas os posseiros Felisbina Maria dos Santos, Major F. Xavier Dantas Vasconcelos, Bento da Cunha Vieira, Joaquim Baptista Reis Pereira, Fidêncio Mariano Corrêa, João Rodrigues Cunha Neto, Sebastião J. Gomes, Joaquim Franco de Godoi, José Ferreira Pontes, Francisca Cândida Silva Pontes, Zacarias Antonio Franco, José Luiz Soares, Tertuliano Antonio Franco, Josefa Maria de Moraes, Jesuína de Moreira de Almeida e Felipe Antonio Franco.
Essas doações integraram o terreno urbano que até hoje pertence ao domínio da Fábrica da Paróquia de São Sebastião da Alegria, sob o instituto civil de enfiteuse. A capela foi erigida sob a invocação de São Sebastião da Alegria, onde atualmente está a Travessa Anchieta.
A Paróquia de Pederneiras foi criada em 2 de setembro de 1892, data em que foi nomeado e tomou posse o primeiro vigário, Padre Nicolau Scoracchio. Pertencia à Diocese de São Paulo; em 1908 passou à recém-criada Diocese de Botucatu, e em 1964 à Diocese de Bauru, à qual pertence atualmente.
O templo da Matriz
A construção do primeiro templo teve início por volta de 1911. Em 1939, com o crescimento da cidade e o aumento de fiéis, formou-se comissão sob a liderança do recém-chegado Pe. José Montezuma para ampliá-lo — o que se realizou, mas não de forma satisfatória.
Em 1949, novamente sob a liderança do Pe. Montezuma, comissão formada por Sebastião Florêncio Pereira (presidente), Zacarias Antonio Esteves (secretário) e Francisco Neubern Penteado (tesoureiro) iniciou a demolição do antigo e a construção do novo templo, concluído, com algumas paralisações, por volta de 1963.
O projeto foi elaborado pelo engenheiro Dr. Benedito Calixto de Jesus Neto, de São Paulo, e a execução confiada ao construtor Jacintho Ghiraldeli. A comissão teve o apoio de Dom Henrique Gouland Trindade, arcebispo da Diocese de Botucatu, e do bispo coadjutor Dom Silvio Maria Dário.
Com recursos doados pela Paróquia e contribuições do povo católico, as obras começaram em outubro de 1949, tendo retratado em seus vitrais coloridos a vida do padroeiro São Sebastião.
Os padres da Paróquia
- 1892/1897 — Pe. Nicolau Scoracchio
- 1897/1898 — Pe. Carmelo Santoro Lanzioloti
- 1898 — Pe. Elizario Paulino Bueno
- 1898/1899 — Pe. Antonio Pires Guerreiro
- 1899/1901 — Pe. José Beltran
- 1901 — Pe. Paschoal Buglione
- 1901/1905 — Pe. Francisco de Cicco
- 1905/1906 — Pe. Antonio Cavalieri
- 1906/1909 — Pe. Francisco de Cicco
- 1909/1910 — Pe. José Francisco Monteiro
- 1910 — Cônego J. J. de Miranda
- 1910/1911 — Pe. Carlos Pereira Bicudo
- 1912/1928 — Pe. Alfredo Cangueiro
- 1928/1939 — Pe. Ernesto Cangueiro
- 1939/1961 — Pe. José H. Montezuma
- 1961/1963 — Pe. Darcy de Almeida Pinto
- 1963/1964 — Pe. José Vieira Araújo
- 1964/1978 — Pe. Darcy de Almeida Pinto
- 1978/1980 — Pe. Jonas Vitor de Moraes
- 1980/1981 — Pe. Alcides de Souza
- 1981 — Pe. Celso Diogo Ferreira
- 1981/1998 — Pe. Aloísio Hasegawa
- 1999/2000 — Pe. Pedro Jorge Sartori e Pe. Fernando Henrique Lima
- 2000/2005 — Pe. José Maria Dornelas Carolino
- 2005 — Pe. Pedro Jorge Sartori
- 2005/2008 — Pe. Luiz Antonio de Almeida
- 2009 — Pe. Luis Antônio Carqueijo Sé
Atuaram como coadjutores os padres João Cândido de Carvalho, Arnaldo Beltrame e Soares.
Fazem parte da Paróquia as capelas de São Pedro, no bairro D. Pedro II, e de Santo Antônio e Santa Rita, nos núcleos Norino Bertolini, Leonor Mendes de Barros, Bruno Cury e Jardim Paraíso, na Zona Norte.
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