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Progresso e Instituições

Imprensa

Mais de quarenta jornais desde 1908, de "A Phantasia" a "A Notícia" — e a Rádio Cultura, que entrou no ar em 7 de setembro de 1952 com a voz grave de Camel Al-Haj.

Foto do acervo — a resgatarAs imagens deste verbete ainda estão no servidor do site antigo, aguardando resgate.

Jornais editados em Pederneiras a partir de 1908

O primeiro semanário de que se tem notícia foi “Cidade”, de Arthur Bernardinelli, que realizou contrato de publicidade em 7 de março de 1908.

Chegando à cidade em 1914, Manuel de Oliveira Fadiga dirigiu, entre 1920 e 1924, dois jornais: “O Imparcial” e “A Comarca”, este fundado por ele.

Em 1920 circulavam três jornais em Pederneiras: “A Atualidade”, “Tribuna do Povo” e “O Comércio de Pederneiras”, dirigido por Urias Ferreira. A partir de 1924 começaram a circular “A Tribuna”, de Pedro Jacinto e Olinto Fraga Moreira, e “O Povo”, de Augusto de Paula Moreira.

Em 1925 surgiu “A Phantasia”, que em 1928 mudou para “A Comarca”, homenageando a recém-instalada comarca, sob direção de Antonio Moreno, com o jornalista Délio de Carvalho como redator secretário e o Dr. Ubirajara de Oliveira como redator-chefe.

Em 1926 circulou “O Farrista”; em 1927, “A Cidade”, fundado pelo Dr. Ari de Oliveira, depois mudado para “A Comarca de Pederneiras”. Em 1929, Délio de Carvalho fundou “O Jornal”, com colaboração de Francisco Neubern Penteado e do Dr. Iracy Ubirajara de Oliveira, e ainda “A Fuzarca”. Mario Ferreira e Ranulpho Pacheco lançaram, em 26 de maio de 1929, o semanário “A Crítica”.

Em 1930, Rubens Jacyntho dirigiu “O Paulista”. Em 1931, “A Reforma”, de Eliazar Braga Filho. Em 1932, Lauro de Almeida Leite editou “O Correio de Pederneiras”; José Falcão Filho lançou “A Mocidade”; e o Dr. Mario do Rego Monteiro dirigiu “O Momento”, bissemanário da causa constitucionalista.

Também em 1932 reiniciou a circulação de “O Comércio de Pederneiras”, dirigido pelo fotógrafo Artêmio Mordacchini, depois transferido para Fioravante Fabri com redação do Dr. Osny Fleury Silveira. Em 1941 foi adquirido por Antonio Barbosa Sansão e, em 1946, pelo Dr. Sahid Miguel Maluf.

Em 1933, Délio de Carvalho fundou “O Nove de Julho” e dirigiu “A Voz de Pederneiras”. Em 1938, Leôncio Silveira de Almeida fundou “O Imparcial”. Em 1942, Jaime Brito fundou “A Folha de Pederneiras”, cuja primeira edição circulou em 19 de maio de 1943.

Em 13 de janeiro de 1945, Francisco Ruiz Fernandes dirigiu “O Anchieta”, órgão interno da mocidade estudantil do Ginásio Anchieta, reiniciado em 27 de agosto de 1964 sob direção do Prof. Wilson Ruiz Fernandes.

Em 1954 ressurgiu “A Voz de Pederneiras”, que em 1958 passou a “A Voz da Comarca”, com primeiro número em 17 de janeiro de 1959. A Fundação Pederneiras de Ensino criou, em 25 de novembro de 1963, o “25 de Setembro”.

Em 27 de março de 1963, Durval Assis Neves fundou “A Notícia” — o semanário que há mais tempo permanece em circulação em Pederneiras.

Em 1983, Valdir Mazzo fundou a revista “O Roteiro”, mensário que circulou até 1987 com 45 edições, substituída pelo jornal “O Roteiro” a partir de 13 de fevereiro de 1988.

Em 10 de maio de 1986 começou a circular “A Praça”, de Maurício David Simão. Em 1998 circulou por breve período a “Gazeta Popular”; em dezembro do mesmo ano, “Navegar é Preciso”. Em dezembro de 2005 foi lançado o jornal “SIM”.

Em 22 de maio de 1991, data do centenário de Pederneiras, Jair Arismar Brumati e Cleide Della Coleta Borin criaram “O Centenário”, com uma única edição comemorativa dedicada ao tema “Comunicações em Pederneiras”.

Entre tantos outros, houve ainda “O Zumzum”, “A Tesoura” — jornal humorístico sob direção de Carmo de Tillio —, “O Farol”, “Delende” e o “Rio Branco”.

Rádio Cultura

A partir de 1940, por iniciativa de Alvarino de Faria, Vinício Celso Toledo e Euclides S. de Lima, foi organizada a Rádio Propaganda de Pederneiras — na realidade um serviço de alto-falantes, com estúdio na sede da Associação Atlética Pederneiras, transmitindo para a Praça da Matriz e a Avenida Tiradentes.

Em 1946 reuniram-se na prefeitura Antonio Facciolo e uma comissão para fundar uma estação de rádio, escolhendo o nome de Rádio Cultura de Pederneiras S.A. Nessa época a cidade já ouvia a voz de timbre grave que marcou o rádio pederneirense: a de Camel Al-Haj.

Faziam parte da comissão Antonio Facciolo, Alcides Rosin, Afonso Miranda Catharino e Romão Berbel, que se tornaram sócios fundadores. O professor Afonso Miranda seguiu para o Rio de Janeiro, então capital, trazendo o relatório de documentos necessários. Após várias viagens de Antonio Facciolo, veio a autorização definitiva, em 28 de agosto de 1952.

Em 7 de setembro de 1952 entrava no ar a ZYR 34, em 1390 kHz, ondas médias da Rádio Cultura de Pederneiras, com estúdios na Avenida Tiradentes.

Camel Al-Haj permaneceu como diretor e apresentador até seu falecimento, em 13 de maio de 1980. Em 1984, Maria José Rozante Al-Haj tornou-se proprietária junto com os filhos Celso Carlos Al-Haj e Advaldo Al-Haj. Em 1990 inauguraram os novos estúdios, em prédio próprio na Rua 7 de Setembro. Em 22 de fevereiro de 1991 entrou no ar a Cultura 2 FM, em 88.3 MHz.

Os primeiros locutores da Rádio Cultura foram Camel Al-Haj, Aristides Lanzelli, Samir Razuk, Durval Otero, José Simão, Carmo de Tillio, Choi Razuk, Silvestre Marques e Elias Simão.

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