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Padre Ernesto Cangueiro

Pároco da Matriz de São Sebastião de 1928 a 1939, construiu a Escola Paroquial Coração de Jesus e o prédio da União Católica, que por décadas foi o centro da vida cultural da cidade.

Foto do acervo — a resgatarAs imagens deste verbete ainda estão no servidor do site antigo, aguardando resgate.

Pároco da Igreja Matriz de São Sebastião de 1928 a 1939, Ernesto Cangueiro executava bem seu ofício de sacerdote e era um cidadão prestativo. De sua passagem por Pederneiras ficaram obras no campo religioso e no social: os prédios da Escola Paroquial Coração de Jesus, cuja instalação ele também batalhou, e o imponente prédio da União Católica.

Ali se realizavam festividades cívicas e sociais das irmandades religiosas, e à noite havia aulas do curso primário para alunos pobres. O salão nobre era o centro de todas as atividades sociais, artísticas e educativas; no mesmo prédio funcionou o Cine União e foi fundado o Tiro de Guerra 77, que durou longo tempo. Depois da criação do Ginásio, o prédio foi doado à cidade e voltou a ser ponto de encontro de estudantes e pederneirenses.

Também foram relevantes os serviços prestados por Ernesto Cangueiro durante a construção da Santa Casa de Misericórdia.

Natural de Portugal, nasceu em 22 de junho de 1885. Em 5 de julho de 1958 comemorou as bodas de ouro de sua ordenação sacerdotal. Faleceu no Rio de Janeiro, em 21 de setembro de 1959.

O prédio da União Católica

A pedra fundamental do novo prédio da União de Moços Católicos de Pederneiras foi lançada em maio de 1928. O prédio pertenceria à própria União dos Moços e ficava na Travessa Anchieta. Estavam presentes o secretário da Justiça, Coronel Dias de Campos, o delegado de polícia Saldanha Junior, oficiais da Força Pública, o prefeito Fausto Furlani e outras autoridades. Depois da cerimônia religiosa, Mário Flores, presidente da União, leu a ata do lançamento.

Em seguida, autoridades e comitiva visitaram uma fazenda do município e seguiram para o Castelo Furlani, onde a comissão de festejos, presidida por Pedro Jacyntho, ofereceu um jantar. Houve bailes na Câmara Municipal e na Sociedade Italiana. Em julho, as comissões organizadoras, presididas pelo padre Ernesto, promoveram quermesses e festas em prol da construção.

Concluído em 1929, o prédio foi palco de incontáveis atividades: a União de Moços Católicos, o Cine União, o Ginásio Dom Luiz, o Ginásio Estadual Anchieta, a Escola Técnica de Comércio Anchieta, o Cine Anchieta, o Centro Cultural, a Biblioteca Municipal, o Departamento de Educação e Cultura, a Faculdade G&P, a Escola Prevê Objetivo e o Cine Clube Sétima Arte. Reuniões sociais, políticas e educacionais, peças de teatro, sessões de cinema, exposições de arte e de fotografia, feiras escolares e comemorações se sucederam ali ao longo dos anos.

Mesmo depois do incêndio de 1958, o edifício renasceu maior pelo trabalho incansável do professor Sinésio Ghiraldeli — e tornou-se um monumento da história da cidade. Veja Ginásio Anchieta.

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